Conta no exterior para brasileiros: como abrir, quanto custa e como declarar em 2026

Sim, brasileiro pode ter conta no exterior, de forma legal, como pessoa física ou por meio de uma empresa. O caminho que abre mais portas é uma LLC nos Estados Unidos: ela abre conta 100% online em fintechs como a Slash e o Mercury, com o primeiro ano a partir de US$ 990. Para guardar patrimônio, holdings no Caribe e no Panamá abrem conta em bancos como o Towerbank. Para a pessoa física, os bancos da Geórgia abrem conta à distância, a partir de US$ 10 por mês. Quem mora no Brasil declara tudo à Receita.

Dinheiro fora do Brasil protege você da desvalorização do real, dá acesso a cartões e investimentos do mundo inteiro e diversifica o seu patrimônio.

Mas cada conta serve para uma coisa. Veja as opções, o que cada uma exige, quanto custa e como declarar.

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Conta pessoal ou conta de empresa: qual você precisa?

Primeiro, decida de quem será a conta:

  • Conta de empresa: fica em nome da sua LLC ou da sua holding no exterior. É a conta para receber de clientes, de plataformas e de gateways, pagar anúncios e fornecedores e guardar o caixa da empresa em dólar.
  • Conta pessoal: fica no seu nome. É para onde a empresa transfere o seu lucro e de onde você usa o dinheiro no dia a dia, com cartão, viagens e investimentos.

As fintechs americanas mais usadas por brasileiros, como a Slash e o Mercury, abrem contas para a empresa, e não para a pessoa física. Por isso, para quem fatura online, a conta no exterior quase sempre começa por uma empresa.

O ideal é ter as duas, sem misturar: misturar enfraquece a proteção patrimonial e complica as declarações.

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Conta no exterior pela LLC americana: as fintechs dos EUA

A LLC americana é a porta de entrada para o sistema financeiro dos Estados Unidos. Com ela, a sua empresa abre conta em dólar sem você sair do Brasil:

  • Slash: a primeira opção da Empresa Fora, com parceria oficial. A aprovação sai em até uma semana. Os cartões pagam 1,5% de cashback no plano gratuito e 2% no plano Pro, de US$ 25 por mês. Integra com Hotmart, Stripe, Shopify e PayPal.
  • Mercury: a segunda opção, também com parceria. Costuma aprovar em cerca de 1 dia, com 1,5% de cashback nos cartões. Pede algum vínculo com os Estados Unidos, como fornecedores americanos.
  • Relay: uma ótima porta de entrada quando as primeiras opções recusam, com análise em cerca de 2 dias.
  • Airwallex e Wise: contas em várias moedas, com análise de 1 a 3 dias.

O que pedem: o registro da LLC, o comprovante do EIN, o número fiscal da empresa, a composição societária, o seu passaporte com selfie, um comprovante de endereço dos últimos 90 dias e extratos bancários recentes. Um site funcionando, contratos e faturas aumentam muito a chance de aprovação.

E os bancos tradicionais? Chase, Bank of America e Wells Fargo costumam exigir visita a uma agência nos Estados Unidos. A Empresa Fora abre contas neles para empresas com patrimônio acima de US$ 1 milhão.

Com a Empresa Fora, a LLC é registrada em até 5 dias úteis, e o EIN sai em até 3 dias úteis. A aprovação da conta é sempre do banco, e nenhuma empresa séria pode garantir.

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Conta no exterior para holding: bancos do Caribe e do Panamá

Holdings nas Bahamas, em Névis, nas Ilhas Cayman, nas Ilhas Virgens Britânicas ou no Panamá servem para guardar, investir e organizar a herança. Os bancos são escolhidos pela solidez, e não pela movimentação do dia a dia:

  • Towerbank, no Panamá: abertura online para empresas de fora do Panamá, com depósito inicial de US$ 1 mil, que continua sendo seu. Tem investimentos, cartões e parceria com a Empresa Fora.
  • Banco General e Global Bank, no Panamá: bancos tradicionais, com saldo ou depósito inicial a partir de US$ 500.
  • CIBC Caribbean: o banco do grupo canadense CIBC no Caribe, com gestão patrimonial. A aprovação costuma levar de 2 a 3 semanas, e a referência de mercado para contas das Ilhas Virgens Britânicas é de cerca de US$ 25 mil de depósito inicial.
  • Slash Global USD: aceita empresas das Bahamas, Cayman, Névis, Ilhas Virgens Britânicas, Seychelles, Ilhas Marshall e São Vicente e Granadinas. Atenção: o saldo fica em uma stablecoin, a USDSL, e não tem a proteção do FDIC.

O que pedem: a análise é mais rigorosa do que nas fintechs americanas. O banco quer os documentos de todos os sócios, diretores e assinantes, o estatuto, a declaração da origem dos recursos, documentos apostilados e, às vezes, cartas de referência bancária, plano de negócios e entrevista.

Um ponto importante: holding patrimonial não serve para vender online com gateways e plataformas. A Stripe, por exemplo, não aceita empresas das Bahamas. A solução é a holding ser dona de uma LLC americana, que abre conta na Slash ou no Mercury e opera normalmente.

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Conta pessoal no exterior: Geórgia e as opções para quem mora no Brasil

Para receber o lucro da empresa em seu nome, os bancos da Geórgia são os preferidos dos clientes da Empresa Fora, que é parceira dos dois:

  • TBC Concept: abertura 100% remota, só com o passaporte e uma videochamada em inglês, em menos de uma semana. Custa US$ 10 por mês, ou US$ 20 no Concept 360, com gerente pessoal.
  • SOLO, do Bank of Georgia: abertura remota em cerca de 2 semanas, com passaporte, comprovante de endereço, país de residência fiscal e videochamada. Os planos vão de US$ 11 a US$ 30 por mês.

Os dois têm cartões Visa e Mastercard de alto padrão, salas VIP, seguro viagem e acesso às bolsas de Nova York e de Londres. A transferência da LLC para a Geórgia chega em minutos, por até US$ 30.

Mora no Brasil? As contas da Geórgia fazem mais sentido para quem fez a saída fiscal, como os residentes no Paraguai. Morando aqui, você pode abri-las, mas precisa declará-las, e elas entram na troca automática de informações entre países. Para o dia a dia, uma carteira de dólares digitais, como o OKX Pay, com cartão, é uma alternativa prática, também declarada no imposto de renda.

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Quanto custa ter conta no exterior

Os custos dependem do caminho:

  • LLC em Wyoming, com o Plano Essencial: US$ 990 no primeiro ano, sendo US$ 490 do registro agora e US$ 500 da contabilidade até 1º de fevereiro.
  • LLC em Wyoming, com o Plano Operacional: US$ 1.290 no primeiro ano, com suporte humano para abrir a conta bancária e cadastrar a empresa nos gateways. A partir do segundo ano, US$ 490 de renovação e US$ 500 de contabilidade.
  • Conta na Slash: o plano gratuito não tem mensalidade. O Pro custa US$ 25 por mês.
  • Holding offshore, com o Plano Operacional: US$ 5.990 no primeiro ano, já com o apoio na abertura das contas bancárias, ou US$ 7.999 nas Ilhas Cayman e nas Ilhas Virgens Britânicas. A renovação custa US$ 2.900 por ano, ou US$ 3.999 nessas duas.
  • Conta pessoal na Geórgia: de US$ 10 a US$ 30 por mês, conforme o plano.

Mandar dinheiro do Brasil também custa. Para enviar R$ 100 mil, o banco tradicional cobra cerca de R$ 5.100 entre IOF e spread, as plataformas de câmbio digital, cerca de R$ 2.100, e as stablecoins compradas em exchange autorizada, entre R$ 500 e R$ 1.000. Os três caminhos são legais. O dólar-cabo não é: é crime de evasão de divisas.

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Como declarar a conta no exterior à Receita e ao Banco Central

Ter conta no exterior é legal. Esconder, não. Quem mora no Brasil faz três coisas:

  • Declaração de Imposto de Renda: as contas pessoais entram na ficha de Bens e Direitos, no grupo 06, com o saldo de 31 de dezembro. A sua empresa no exterior entra no grupo 03, pelo valor que você investiu nela.
  • Imposto sobre rendimentos: juros e rendimentos das contas e aplicações no exterior pagam 15% uma vez por ano, na declaração. A valorização do dólar em depósito que não rende juros não paga imposto. O lucro da LLC ou da holding também paga 15% ao ano.
  • Declaração ao Banco Central: só para quem tem US$ 1 milhão ou mais no exterior em 31 de dezembro, somando empresa, contas, investimentos, criptoativos e imóveis. O prazo vai de meados de fevereiro ao início de abril. A multa por não entregar chega a R$ 250 mil.

E não adianta esconder: a Geórgia, o Caribe e o Panamá participam do CRS, a troca automática de informações entre países. O banco pergunta onde você é residente fiscal e informa o saldo a esse país. A conta é privada perante o público, mas não é anônima perante bancos e autoridades.

Quem faz a saída fiscal do Brasil e passa a morar fora, como no Paraguai, deixa de entregar essas declarações e de pagar imposto no Brasil sobre a renda do exterior.

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Qual estrutura abre mais portas

Depende do seu objetivo:

  • Para faturar online, receber de clientes e plataformas e pagar anúncios em dólar: a LLC em Wyoming. Ela abre conta nas fintechs americanas, entra na Stripe, na Hotmart, na Shopify e na Amazon e paga anúncios sem o acréscimo de cerca de 12,15% das faturas brasileiras da Meta. É a estrutura que abre mais portas pelo menor custo.
  • Para guardar e proteger um patrimônio maior e organizar a herança: uma holding nas Bahamas, em Névis ou no Panamá, com bancos tradicionais e investimentos.
  • Para os dois: a holding como dona da LLC. A holding guarda, e a LLC opera.
  • Para usar o dinheiro no mundo inteiro, sem imposto no Brasil: a LLC, a residência fiscal no Paraguai, a saída fiscal e a conta pessoal na Geórgia.

Não é para quem quer esconder dinheiro da Receita ou se proteger de um processo que já existe. A estrutura protege patrimônio lícito, montado antes de qualquer problema.

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Como a Empresa Fora abre a sua conta no exterior

A Empresa Fora registra a empresa, prepara o dossiê do banco e acompanha a abertura. Para a maioria, o melhor começo é o Plano Operacional de Wyoming: US$ 790 agora e US$ 500 da contabilidade até 1º de fevereiro, com suporte humano no Grupo VIP para a conta bancária e os gateways.

Para holdings, o Plano Operacional das Bahamas, de Névis ou do Panamá custa US$ 5.990 e já inclui o apoio na abertura das contas. Dá para pagar por etapas, e em reais no Pix com 5% de desconto ou em até 3x sem juros.

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Perguntas frequentes

Brasileiro pode ter conta no exterior? Pode, como pessoa física ou por meio de uma empresa. É legal, desde que quem mora no Brasil declare a conta à Receita e, acima de US$ 1 milhão no exterior, ao Banco Central.

Preciso viajar para abrir a conta? Não, na maioria dos casos. Slash, Mercury, Relay, Towerbank e os bancos da Geórgia abrem à distância. Só os bancos tradicionais americanos, como Chase e Bank of America, costumam exigir visita a uma agência.

Quanto tempo leva para abrir? No Mercury, cerca de 1 dia. Na Slash e no TBC Concept, até uma semana. No SOLO, cerca de 2 semanas. Nos bancos do Caribe, de 2 a 3 semanas, depois da documentação completa.

Pago imposto sobre a valorização do dólar na conta? Não, se o dinheiro está em depósito que não rende juros. Juros e outros rendimentos pagam 15% ao ano para quem mora no Brasil.

A conta da minha holding offshore serve para vender online? Não. Holdings patrimoniais não servem para vender com gateways e plataformas. Para vender, use uma LLC americana, que pode ser da própria holding.

O banco do exterior avisa a Receita Federal? Em regra, sim: a maioria dos países troca informações pelo CRS. Por isso, a conta deve ser declarada desde o início.

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