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O que é a LLC das Ilhas Marshall
As Ilhas Marshall são uma república independente no Oceano Pacífico, entre o Havaí e a Austrália. O país é ligado aos Estados Unidos por um acordo de associação renovado até 2043, usa o dólar como moeda oficial e segue o direito comum americano.
Desde 1990, o registro de empresas e o registro de navios do país são administrados pela International Registries, a IRI, uma empresa privada americana com sede na Virgínia, 27 escritórios no mundo e um deles no Rio de Janeiro. É o terceiro maior registro de navios do mundo, com 6.530 navios em junho de 2026.
Para estrangeiros, existem duas formas principais:
- LLC: tem membros, e não acionistas. As regras ficam no LLC Agreement, um contrato privado que nunca é entregue ao governo. Não precisa de diretores, secretário nem capital mínimo. É a forma mais indicada para a maioria dos clientes da Empresa Fora, pela simplicidade e pela proteção patrimonial.
- Empresa não residente: uma empresa por ações, parecida com uma sociedade anônima de Delaware. É a preferida quando a estrutura precisa de classes de ações, investidores ou abertura de capital, e por empresas de navegação.
A empresa pode ter um único sócio, de qualquer nacionalidade e morando em qualquer país. E há um detalhe que dá segurança: o agente registrado de todas as empresas é definido por lei, a Trust Company of the Marshall Islands. Ele não renuncia, não desaparece e não perde a licença, como já aconteceu com prestadores de outras jurisdições.
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Isenção total, regras de Delaware e dólar: as vantagens na prática
- Imposto zero por lei: a empresa não paga imposto de renda, imposto corporativo, imposto retido na fonte, impostos sobre bens nem imposto de selo, e não entrega declaração de imposto no país. Não há as exceções para grupos multinacionais que existem em Seychelles.
- Regras de Delaware: a lei manda interpretar as regras societárias de forma uniforme com as de Delaware e adota a jurisprudência de Delaware quando não há conflito. Advogados, bancos e investidores entendem a estrutura na hora.
- Dólar americano: é a moeda oficial, e não existe controle de câmbio.
- Rapidez: com a aprovação dos documentos, a empresa é registrada em até 24 horas. O certificado de regularidade sai no mesmo dia, em versão eletrônica com código QR e apostila incluída, que os bancos conferem online.
- Poucas obrigações: não há demonstrações financeiras, auditoria nem declaração de imposto. Todo ano, a empresa paga a taxa do governo, confirma os beneficiários finais e entrega o relatório de substância econômica.
- Boa situação internacional: o país está fora das listas da União Europeia desde outubro de 2023, não está na lista cinza do GAFI e participa do CRS desde 2018.
- Saída garantida: a empresa pode mudar a sede para outro país sem ser dissolvida, mantendo os contratos e as contas, se as regras mudarem no futuro.
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Charging order: a proteção que está escrita na lei
Na LLC das Ilhas Marshall, se um sócio tiver uma dívida pessoal, o credor dele só pode pedir uma charging order: o direito de receber os lucros que forem distribuídos àquele sócio. O credor não vota, não administra e não toma os bens da empresa. E a lei diz expressamente que essa é a única medida disponível.
A proteção vale até para a LLC de um único membro, ao contrário de estados americanos como a Flórida e o Colorado. Como ainda não há decisão dos tribunais do país sobre o tema, a Empresa Fora recomenda, para a proteção máxima, uma LLC com mais de um membro real, como um trust ou outra empresa.
Mais dois recursos ajudam no planejamento da família:
- LLC em séries: uma única LLC separa, por exemplo, os investimentos de cada filho ou cada imóvel no exterior, e as dívidas de uma série só alcançam os bens daquela série. Tudo com uma única taxa anual.
- Classes de participação: o fundador fica com o voto e a administração, e os filhos recebem, ainda em vida, a parte econômica. O LLC Agreement já nomeia quem assume a gestão se ele faltar, e a empresa continua funcionando sem inventário no país.
Um alerta honesto: proteção patrimonial só vale para o que foi estruturado antes de qualquer dívida ou processo, com dinheiro de origem lícita. Nos tribunais das Ilhas Marshall, a estrutura criada para fugir de uma dívida que já existia não teve proteção.
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Privacidade, sim. Anonimato, não
Não existe registro público de membros, de diretores ou de beneficiários finais. A consulta mostra apenas o nome da empresa e o agente registrado. Para concorrentes, clientes e curiosos, o seu nome não aparece.
Mas a empresa precisa manter os registros dos beneficiários finais, confirmá-los todo ano e apresentá-los ao agente em até 60 dias quando pedidos. A falta desses registros pode gerar multa de até US$ 50 mil e a dissolução da empresa. Os bancos identificam quem está por trás da empresa, e as contas no exterior entram no CRS, a troca automática de informações fiscais entre países.
Se você quer o seu nome fora até dos contratos, o diretor nominativo faz parte do Plano Personalizado, por US$ 3.000. Privacidade perante o público, sim. Esconder alguma coisa da Receita, nunca.
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Impostos: zero nas Ilhas Marshall, e no Brasil depende de onde você mora
Nas Ilhas Marshall, a empresa não paga imposto. No Brasil, a resposta depende da sua residência fiscal:
- Se você mora no Brasil: o país está na lista brasileira de paraísos fiscais. Por isso, o lucro da empresa paga 15% de imposto todo ano, mesmo sem distribuir, pela Lei 14.754/2023. Em holdings só de investimentos, é possível optar pelo regime transparente e pagar 15% apenas sobre o que foi realizado. Um exemplo: numa carteira de US$ 500 mil com US$ 15 mil de dividendos e US$ 10 mil de ganhos com vendas no ano, o imposto no regime transparente fica em US$ 3.750, e a valorização não realizada não paga nada. A empresa e as contas entram na declaração e, a partir de US$ 1 milhão em bens no exterior, na declaração ao Banco Central.
- Se você fez a saída fiscal e mora no Paraguai: o imposto chega a zero, de forma legal. O Paraguai não tributa a renda gerada fora do país, e o Brasil deixa de tributar os lucros da empresa. Para funcionar, a mudança precisa ser real e a empresa deve ser administrada do Paraguai ou por diretores fora do Brasil.
Pagamentos de uma empresa brasileira para a empresa das Ilhas Marshall, como juros, royalties, serviços e afretamentos, sofrem retenção de 25% no Brasil. A escolha entre o regime opaco e o transparente não pode ser desfeita, e deve ser feita com um contador.
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Bancos e contas: comece pelas instituições certas
A conta é o ponto mais sensível. O país não tem banco central, e muitos bancos tradicionais tratam empresas das Ilhas Marshall com cautela fora do setor de navegação. Bancos suíços, de Liechtenstein e de Luxemburgo raramente aceitam.
A boa notícia é que fintechs importantes aceitam a jurisdição, sempre sujeitas à análise:
- Airwallex Hong Kong: lista as Ilhas Marshall expressamente e também oferece links de pagamento e checkout para cobrar online.
- OneSafe: cita o país entre as jurisdições atendidas, com contas em dólares, euros e reais com Pix, além de stablecoins.
- Slash Global USD: conta em dólar para empresas de fora dos Estados Unidos, com análise normalmente no mesmo dia ou no dia seguinte.
- Interactive Brokers, Kraken e Bybit: para investimentos e criptoativos.
Não atendem empresas das Ilhas Marshall: Stripe, Shopify Payments, Wise, Revolut, Mercury e Statrys. Para vender online com gateways, o caminho é ter uma LLC em Wyoming como empresa operacional, que pode pertencer à LLC das Ilhas Marshall.
A ordem certa é planejar a conta antes de abrir a empresa e chegar com o dossiê completo. No Plano Operacional, a Empresa Fora prepara os documentos apostilados que os bancos pedem e apoia a abertura das contas. A decisão final é sempre da instituição.
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Custos, prazos e o que você recebe
- Plano Essencial: de US$ 5.000 por US$ 3.900 por ano, sendo US$ 2.900 do registro e US$ 1.000 do Operating Agreement personalizado, o LLC Agreement redigido sob medida. Inclui o registro da LLC, o agente registrado e o endereço legal por 12 meses, as taxas do governo do primeiro ano, o Certificate of Formation, os registros de administradores, membros e beneficiários finais, os certificados de participação, o atendimento com IA, o guia de boas práticas fiscais e a plataforma. Não inclui os documentos apostilados nem a abertura de contas.
- Plano Operacional: de US$ 10.000 por US$ 5.990 por ano. Inclui tudo do Essencial, mais a estrutura de holding, a via original do Certificate of Formation, o Certificate of Incumbency e o Certificate of Good Standing, com notarização e apostila, o EIN americano se necessário, o apoio na abertura de contas, como a Airwallex, uma ligação com um contador especialista em offshore nos primeiros 3 meses e o Grupo VIP no WhatsApp por 12 meses.
- Plano Personalizado: para estruturas com várias camadas, estruturas marítimas, projetos de criptoativos com vários membros, saída fiscal, residência fora do Brasil e o diretor nominativo, de US$ 3.000. O preço é definido depois do diagnóstico.
Você pode pagar por etapas: US$ 2.900 pelo registro, US$ 1.000 pelo Operating Agreement e, no Plano Operacional, US$ 2.090 pelos documentos extras e pelas contas. Em reais, há 5% de desconto no Pix ou até 3x sem juros no cartão. A partir do segundo ano, a renovação custa US$ 2.900.
O KYC, a checagem de identidade e de origem dos recursos, leva de 1 a 6 semanas. São pedidos passaporte, comprovante de endereço recente, comprovação da origem dos recursos, currículo e uma referência profissional. Com a aprovação, o registro sai em até 24 horas. Você não viaja em nenhum momento.
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Para quem é e para quem não é
As Ilhas Marshall são para você se:
- Quer uma holding com as regras de Delaware e o dólar, fora dos Estados Unidos.
- Tem ou vai comprar navio, iate ou equipamento marítimo.
- Quer uma LLC patrimonial com charging order e isenção total de impostos.
- Tem um projeto real de criptoativos e quer organizá-lo como DAO.
- Já fez ou vai fazer a saída fiscal e quer uma holding acima da sua LLC em Wyoming.
Não são para você se:
- Quer vender online e receber com Stripe ou Shopify Payments em nome da empresa.
- Precisa de um banco tradicional de primeira linha sem ter uma atividade real para mostrar.
- Quer atender clientes com serviços financeiros ou de criptoativos.
- Mora no Brasil e quer pagar menos imposto apenas trocando de jurisdição.
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Ilhas Marshall ou outra estrutura?
- Quer faturar online em dólar: a LLC em Wyoming, a partir de US$ 490, é a escolha certa, com acesso a Stripe, bancos americanos e plataformas. Ela pode ficar abaixo da holding das Ilhas Marshall.
- Quer captar investidores americanos: a LLC em Delaware de verdade, por US$ 590 mais o imposto anual do estado, de US$ 400.
- Quer a blindagem máxima contra processos: Névis.
- Quer patrimônio familiar e sucessão com mais aceitação bancária: as Bahamas.
- Vai ter investidores, fundos ou sócios internacionais: as Ilhas Cayman ou as BVI, com renovação de US$ 3.999.
- Quer a holding mais simples e com custo menor: Seychelles ou São Vicente e Granadinas.
As Ilhas Marshall ficam no meio do caminho certo: as regras de Delaware, o dólar e o imposto zero sem exceções, pelo mesmo preço de Névis e das Bahamas e abaixo das Ilhas Cayman e das BVI.
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E se você precisar de ajuda?
Se ficou alguma dúvida, fale agora com a equipe da Empresa Fora no WhatsApp. Você pode falar com um especialista humano ou com a nossa IA, que responde em segundos.
A Consulta com um Especialista Offshore custa apenas US$ 20 (de US$ 99): em 30 minutos, o especialista entende o seu negócio e o seu patrimônio e diz se a LLC das Ilhas Marshall é a melhor estrutura para você, ou se Wyoming, Névis ou as Bahamas resolvem melhor. E o valor volta como desconto quando você contrata.