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O que é a IBC de Seychelles e para que ela serve
Seychelles é uma república de 115 ilhas no Oceano Índico, perto da costa leste da África, membro da Commonwealth e com direito societário de tradição inglesa. A IBC, International Business Company, é a empresa que o país criou para negócios internacionais, e é conhecida por advogados, contadores e fintechs do mundo inteiro, principalmente na Ásia, na África e no Oriente Médio.
Ela pode ter um único acionista e um único diretor, que podem ser a mesma pessoa, de qualquer nacionalidade e morando em qualquer país. Não há capital mínimo, diretor local nem escritório próprio no país. As ações ao portador são proibidas desde 2016.
Os usos mais comuns:
- Holding de custo baixo: concentra investimentos financeiros e participações em outras empresas.
- Holding de uma empresa operacional: é dona de uma LLC em Wyoming que fatura com clientes internacionais, por exemplo, e recebe os lucros sem imposto local.
- Investimentos com recursos próprios: a IBC pode investir o próprio dinheiro em ações, forex e criptoativos, por meio de corretoras e exchanges internacionais.
- Negócios com a Ásia, a África e o Oriente Médio: o fuso horário é o mesmo de Dubai, e a IBC é muito usada em contratos de comércio e serviços com essas regiões, recebendo por transferência bancária.
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Imposto zero e manutenção simples
Desde 2019, Seychelles adota a tributação territorial: a IBC só paga imposto sobre a renda obtida dentro do país. Lucros, dividendos, juros e ganhos de capital obtidos no exterior não pagam nada. Não há imposto sobre herança nem controle de câmbio, e a IBC sem renda local não entrega nem declaração de imposto.
A exceção é a IBC que faz parte de um grupo multinacional: ela só mantém a isenção sobre dividendos, juros e ganhos do exterior se tiver substância real no país. Para a holding familiar simples, essa regra normalmente não se aplica, mas a Empresa Fora analisa o seu caso antes.
A manutenção é simples, mas não é zero. Todo ano, a IBC:
- Paga a taxa do governo, de US$ 150, no aniversário da constituição.
- Entrega cópia dos registros contábeis ao escritório registrado duas vezes por ano.
- Entrega um resumo financeiro anual, sem auditoria.
- Mantém o registro de beneficiários finais atualizado.
Não deixe vencer: se a taxa não for paga em 180 dias, a IBC é excluída do registro e dissolvida. A Empresa Fora avisa você com antecedência sobre cada prazo.
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Privacidade: o que fica protegido e o que muda em 2027
Perante o público, a privacidade é real. O registro de acionistas fica no escritório registrado e não é público. O registro de beneficiários finais vai para um banco de dados fechado, que só as autoridades, os tribunais e o banco central consultam.
Mas há uma mudança importante: a partir de 1º de janeiro de 2027, os nomes dos diretores das IBCs passam a ser públicos. Os acionistas e os beneficiários finais continuam fora da consulta pública.
Se você não quer o seu nome como diretor no registro, o diretor nominativo faz parte do Plano Personalizado, por US$ 3.000. O registro interno indicará que ele é nominativo e para quem atua, e essa informação fica com as autoridades.
Porque privacidade não é anonimato. O agente registrado conhece o beneficiário final, os tribunais de Seychelles podem mandar revelar os dados em poucos dias, os bancos fazem o seu próprio KYC e as contas no exterior entram no CRS, a troca automática de informações fiscais entre países. A estrutura é privada para concorrentes e curiosos, e não para o banco e a Receita.
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Proteção patrimonial: onde a IBC é forte e onde não é
A IBC protege você das dívidas da empresa. Mas ela não tem a charging order, a proteção das LLCs de Névis e de São Vicente e Granadinas que limita o credor de um sócio aos lucros distribuídos. Na IBC, as ações de um devedor podem ser penhoradas e transferidas ao credor.
A proteção forte de Seychelles está em outro lugar: na fundação e no trust. As duas leis exigem que o credor prove a fraude além de qualquer dúvida razoável e entre com o processo em até dois anos da transferência, e afastam as regras de herança de outros países.
Por isso, quem quer custo baixo e proteção forte usa a IBC para os investimentos e coloca as ações dela em uma fundação ou em um trust. Os bancos se relacionam com a IBC, e a propriedade fica protegida. Essa estrutura em camadas é feita no Plano Personalizado.
Proteção só vale para o que foi estruturado antes de qualquer dívida ou processo, com dinheiro de origem lícita e documentada.
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Os limites: bancos, reputação e gateways
Esta é a parte que define se Seychelles serve para você.
Reputação. Seychelles apareceu com destaque nos Panama Papers, em quarto lugar, com 15.182 empresas, e também nos Pandora Papers. Muitos bancos tradicionais da Europa, do Reino Unido e dos Estados Unidos aplicam diligência reforçada ou recusam IBCs do país, principalmente holdings sem atividade clara.
A boa notícia. O país vive a sua melhor fase internacional em anos: saiu de todas as listas da União Europeia em fevereiro de 2026, recebeu a nota Largely Compliant da OCDE em janeiro de 2026 e nunca esteve na lista cinza do GAFI.
Onde abrir conta, sempre sujeito à análise de cada instituição:
- Para movimentação: Airwallex Hong Kong e Currenxie, que listam Seychelles expressamente, Slash Global USD e Payoneer.
- Para reservas: bancos de Maurício, como o MCB e o AfrAsia, que conhecem bem a jurisdição. Bancos tradicionais costumam pedir depósitos de US$ 50 mil a US$ 100 mil ou mais.
- Para investir: Interactive Brokers. Para criptoativos: Kraken, Bybit e Binance.
Não atendem IBCs de Seychelles: Statrys, Revolut Business, Mercury e, ao que tudo indica, Wise.
Gateways. Stripe, Shopify Payments, PayPal e marketplaces não atendem empresas de Seychelles. Se você quer vender online, a empresa operacional precisa ser uma LLC em Wyoming, que pode pertencer à IBC.
Atividades com licença. A IBC não pode, sem licença, atuar como corretora, exchange, fundo ou gestora, nem captar dinheiro de terceiros. A multa chega a US$ 50 mil, e a autoridade financeira do país age com rigor desde 2025.
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Impostos no Brasil: quanto você paga e como chegar a zero
O Brasil mantém Seychelles na lista de paraísos fiscais. Por isso:
- Se você mora no Brasil: o lucro da IBC paga 15% de imposto todo ano, mesmo sem distribuir, pela Lei 14.754/2023. Exemplo: um consultor fatura US$ 240 mil por ano com clientes de Dubai e Singapura pela IBC, com US$ 40 mil de despesas. Em Seychelles, não paga nada. No Brasil, paga 15% sobre os US$ 200 mil de lucro, ou seja, US$ 30 mil, mesmo que o dinheiro continue na conta da empresa. Em holdings só de investimentos, o regime transparente pode ser mais eficiente: numa carteira de US$ 400 mil com US$ 12 mil de dividendos e US$ 8 mil de ganhos realizados, o imposto fica em US$ 3 mil.
- Se você fez a saída fiscal e mora no Paraguai: o imposto chega a zero, de forma legal. O Paraguai não tributa a renda gerada fora do país, e o Brasil deixa de tributar os lucros da IBC.
Pagamentos de uma empresa brasileira para a IBC, como juros, royalties e serviços, sofrem retenção de 25% no Brasil. E, enquanto você mora aqui, a IBC e as contas entram na declaração e, a partir de US$ 1 milhão em bens no exterior, na declaração ao Banco Central.
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Custos, prazos e o que você recebe
- Plano Essencial: de US$ 5.000 por US$ 3.900 por ano, sendo US$ 2.900 do registro e US$ 1.000 do Operating Agreement personalizado, o documento societário redigido para a sua situação. Inclui a constituição da empresa, o agente e o endereço legal em Seychelles por 12 meses, as taxas do governo do primeiro ano, o atendimento com IA, o guia de boas práticas fiscais e a plataforma.
- Plano Operacional: de US$ 10.000 por US$ 5.990 por ano. Inclui tudo do Essencial, mais a estrutura de holding, os documentos extras que os bancos pedem, o apoio na abertura de contas, a ligação com um contador especializado e o Grupo VIP no WhatsApp por 12 meses.
- Plano Personalizado: para a IBC com fundação ou trust no topo, várias camadas, saída fiscal, residência fora do Brasil e o diretor nominativo, de US$ 3.000. O preço é definido depois do diagnóstico.
Você pode pagar por etapas: US$ 2.900 pelo registro, US$ 1.000 pelo Operating Agreement e, no Plano Operacional, US$ 2.090 pelos documentos extras e pelas contas. Em reais, há 5% de desconto no Pix ou até 3x sem juros no cartão. A partir do segundo ano, a renovação custa US$ 2.900, abaixo dos US$ 3.999 das Ilhas Cayman e das BVI.
O KYC, a checagem de identidade e de origem dos recursos, leva de 1 a 6 semanas. São pedidos passaporte, comprovante de endereço recente, comprovação da origem dos recursos e currículo. Com os documentos aprovados, o registro sai em poucos dias úteis, sem viagem.
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Para quem é e para quem não é
Seychelles é para você se:
- Quer uma holding simples e privada para investimentos e participações, com custo menor.
- Já fez ou vai fazer a saída fiscal e vai usar fintechs e corretoras internacionais.
- Faz negócios com a Ásia, a África ou o Oriente Médio.
- Quer uma holding acima da sua LLC em Wyoming.
- Quer uma fundação ou um trust com proteção forte no topo da estrutura.
Seychelles não é para você se:
- Quer vender online com Stripe, Shopify Payments ou PayPal em nome da empresa.
- Vai captar investidores institucionais ou abrir capital.
- Quer a charging order de uma LLC.
- Quer um banco tradicional de primeira linha com patrimônio pequeno.
- Quer prestar serviços financeiros ou de criptoativos a terceiros.
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Seychelles ou outra jurisdição?
- Quer faturar online em dólar: a LLC em Wyoming, a partir de US$ 490, com acesso a Stripe e bancos americanos.
- Quer uma LLC com charging order e uma única obrigação anual: São Vicente e Granadinas.
- Quer imposto zero sem exceções, as regras de Delaware e o dólar: as Ilhas Marshall.
- Quer a blindagem máxima contra processos: Névis.
- Tem patrimônio elevado e quer mais aceitação bancária: as Bahamas.
- Vai ter investidores ou fundos: as Ilhas Cayman.
Seychelles é a escolha de quem quer o essencial bem feito: uma holding conhecida no mundo inteiro, privada e simples, com os limites bancários resolvidos desde o começo.
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E se você precisar de ajuda?
Se ficou alguma dúvida, fale agora com a equipe da Empresa Fora no WhatsApp. Você pode falar com um especialista humano ou com a nossa IA, que responde em segundos.
A Consulta com um Especialista Offshore custa apenas US$ 20 (de US$ 99): em 30 minutos, o especialista entende o seu negócio e o seu patrimônio e diz se Seychelles é a melhor estrutura para você, ou se São Vicente e Granadinas, Névis ou uma LLC resolvem melhor. E o valor volta como desconto quando você contrata.